Entrevista com Boombl4 após a vitória sobre a Heroic no FISSURE Playground 1 — CS
Belgrado, Sérvia — A equipe da BetBoom conquistou uma vitória suada contra a Heroic por 2 a 1 no FISSURE Playground 1 — CS. Após o confronto, conversamos com Kirill “Boombl4” Mikhailov, capitão da equipe, sobre o jogo, a química do time e as mudanças mais recentes no CS2. Confira a entrevista exclusiva.
“A sensação é maravilhosa — não fomos eliminados!”
— Olá, Kirill. Parabéns pela vitória. Foi um jogo difícil. Como você está se sentindo?
— O sentimento é o melhor possível, porque ainda estamos vivos no torneio. É nosso primeiro campeonato depois das férias e também o primeiro LAN com essa lineup. Eu tentei não pensar nisso durante o torneio para não me distrair.
Falando do jogo — ficamos um pouco frustrados: sabíamos qual mapa eles queriam escolher, banimos ele, e parecia que eles ficaram perdidos. Tínhamos um plano claro para o Nuke, mas não conseguimos executar.
E aqueles dois rounds forçados que perdemos seguidos… isso quebrou nosso ritmo. Vencemos quatro pistols e perdemos quatro anti-forçados em dois mapas. Parece uma maldição nesse torneio. Espero que amanhã não se repita.
“A virada veio no mapa Anubis”
— Qual foi o momento decisivo do jogo?
— Acho que foi no 8:7 no Anubis. Tínhamos boa economia, levamos três rounds no lado TR, e sentimos que a defesa ia ser sólida.
Mas nos dois rounds seguintes, mesmo com vantagem numérica e utilitários, cometemos erros de comunicação e nos apressamos — isso complicou o jogo.
No entanto, quando vencemos um round importante, ganhamos confiança de que poderíamos fechar.
Ah, e o round que o Pasha (s1ren) venceu 1×1 de Deagle no 3:0 foi crucial moralmente. Coincidentemente, era o aniversário dele. Acho que esse round nos deu energia extra.
“Não reparei muito no gr1ks, mas ele parece promissor”
— A Heroic contou com gr1ks, um jogador novo. O que achou dele?
— Para ser sincero, não prestei muita atenção nele. Parece que ele joga bem. Foi o primeiro torneio com o time — ele vai precisar de tempo para se entrosar.
“Esperávamos vencer — e conseguimos”
— Antes do veto, você sentia que eram superiores?
— É difícil dizer. Eles tiveram duas mudanças no elenco, nós apenas uma. Acho que quando se troca o AWPer, o impacto é menor, pois a função tende a ser parecida. Acredito que tínhamos vantagem e deveríamos vencer.
“A atualização é interessante, mas quero Cache de volta”
— Sobre a atualização que saiu à noite: o que achou?
— Fiquei feliz que tiraram o Anubis, mas ficaria ainda mais se voltassem com o Cache. Overpass é um mapa muito específico — requer outro estilo de jogo, com rotações longas.
Mesmo tendo jogado bem nele, não é dos meus favoritos.
Quanto às mudanças: o bônus de $50 por abate no lado CT é interessante. Acho que pode impactar sim os jogos oficiais.
Sobre a MP9: na minha visão, foi um nerf, não buff. Eu gostava dela, mesmo não sendo minha arma preferida.
No CS:GO me chamavam de “Rei da MP9”. No CS2, todos estão no mesmo nível — então sou só mais um rei (risos).
O novo molotov para CT ainda não testei direito, mas espero que continue eficiente.
“Quero novas armas e mais variedade no meta”
— O que gostaria de ver no futuro?
— Queria que voltassem com o Cache. Sempre adorei esse mapa, desde os tempos de Winstrike.
Quanto ao mapa que poderia sair… talvez Mirage, por estar saturado. Mas é difícil dizer, porque ele ainda é popular.
No geral, queria mais armas. A UMP-45, por exemplo, quase não aparece.
Nerfaram as shotguns — de $900 por kill, agora só dá $600. Isso afeta muito a economia. Antes era viável usá-las em rounds forçados.
Seria legal ver o surgimento de armas novas tanto no matchmaking quanto no competitivo.
CS sempre foi sobre AK, M4, Deagle e AWP — mas se for pra atualizar, vamos inovar de verdade.
— Obrigado pela entrevista, Kirill. Boa sorte na próxima fase!
— Muito obrigado!